Indaiatuba

Casos de envenenamento de animais preocupam moradores do Jd. Adriana

Diversos casos de envenenamentos de cães e gatos, na Rua Pedro Savian (Jardim Adriana), preocupam moradores do bairro. De acordo com os relatos, o veneno (chumbinho) é acondicionado em pedaços de salsicha atirados nos quintais das residências onde haja animais de estimação.

"Tive um cachorro envenenado no meu próprio quintal. Agora ficaram só dois", conta uma moradora, que prefere não ter o nome divulgado. Ela também lembra um fato estranho. "Há alguns meses, jogaram uma bomba em minha casa, enquanto eu estava fora. Daí, fui até a delegacia para registrar BO (boletim de ocorrência)."

A moradora também lembra o comentário de um vizinho, alguns anos antes. "Ele veio falar que não gostava dos meus cachorros; mas, até então, nada aconteceu. Porém, agora, depois da morte do meu cachorro, outro vizinho veio falar que tacaram salsicha envenenada no quintal dele, também no sábado; mas, conseguiram salvar o animal", complementa. "Eu tive ainda uma cachorra envenenada, e que, felizmente, consegui salvar."

"Tive relatos também de alguns gatos tinham sido envenenados nessa rua. Não sabia disso, porque saio para trabalhar e só volto à noite. Então, fui procurar a Aprai (Associação Protetora dos Animais de Indaiatuba), porque, outra preocupação é com meu filho, que é autista e ainda não consegue se comunicar - ele pode facilmente colocar na boca uma dessas salsichas", alerta. "Fiz BO, mas nada aconteceu; o responsável está se sentindo impune, pois já tentou matar muitos animais, várias vezes. A polícia diz que não tem efetivo suficiente, e falou para nos mobilizarmos para pedir maior patrulhamento - mas corro o risco de bater na casa do assassino."

Outra moradora, que também teme reação de vingança por parte do envenenador, confirma as denúncias. "Tenho visto muitos vizinhos com medo, inclusive eu, que tenho dois cachorros. Moro no quarteirão de baixo das casas onde aconteceram os envenenamentos; e faz tempo que estou assustada com isso", alega.

"Há cerca de um ano eu pegava o ônibus próximo à casa de um dos moradores, e sempre ouvia ele dizer que odiava animais, e que coloca veneno em salsichas para matar os gatos que vão lá. Acredito que ele envenene os animais que incomodam ele, porque as ocorrências são só ali, naquele quarteirão", acrescenta.

Evidências

Juan Cezar Machado da Silva conta que a cachorrinha da mãe dele foi envenenada, mas conseguiram salvá-la. "Comecei a espalhar cartazes denunciando o crime e moradores vieram me dizer que também tinham sido vítimas", destaca. "Na casa da minha mãe já jogaram salsicha envenenada duas vezes; e pelo que apurei, isso acontece faz tempo na rua. É incrível que em pleno 2018 pessoas são capazes dessa covardia; e se uma criança pequena ingerir o veneno", questiona Juan.

A Tribuna conversou com a representante da Aprai, Nazareth Silva, que disse ter dado orientações a uma das moradoras, que procurou a ONG. "É uma situação difícil, porque sem provas ficamos de mãos atadas", comenta.

"Houve um caso de flagrante de envenenamento, há uns três anos, com filmagem e tudo, à luz do dia, mas a tutora não fez denúncia. A venda indiscriminada de chumbinho, além da falta de fiscalização, é outro problema grave. Por isso, indico, se possível, instalar câmeras nos portões e, assim, conseguir evidências", aconselha Nazareth. De acordo com ela, somente este ano a Aprai recebeu mais de cem denúncias de maus-tratos.


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