Indaiatuba

Proposta de licitação é apresentada em audiência pública

A Prefeitura promoveu na terça-feira (24) audiência pública sobre o transporte coletivo urbano de Indaiatuba. A licitação, na modalidade concorrência pública, será concedida para a melhor oferta de pagamento a título de outorga com tarifa fixa, com prazo de concessão de 15 anos. O edital será publicado na primeira quinzena de maio.

O contrato de concessão prevê diversas ações visando racionalizar a rede de transporte. Entre as melhorias estão o tempo de viagem, ampliação da integração (hoje são 60 minutos), medidas para incentivar o uso do cartão eletrônico e mais ofertas com o aumento da frequência das viagens, visando maior confiabilidade no sistema.

Silvio Roberto Lima, diretor do Departamento Municipal de Transportes, fez a apresentação da audiência, trazendo os requisitos para o novo serviço de transporte público. A frota inicial será de 66 veículos e mais 6% de reserva técnica, todos equipados com sistema de ar condicionado, rede wi-fi e totalmente acessíveis; dois veículos tipo van, exclusivo e acessível para transporte de pessoas com necessidades especiais de locomoção; frota com idade média de cinco anos e idade máxima individual de oito anos; sistema de bilhetagem eletrônica para cobrança de passagem, com integração mínima de 60 minutos e sistema de biometria para controle de benefícios e gratuidades; ampliação dos pontos de recarga; GPS em toda a frota e manutenção dos atuais painéis de informação aos usuários; implantação de aplicativo para informação digital e em tempo real dos locais e horários do sistema de transporte coletivo urbano via smartphones e outros.

Segundo o diretor, a proposta é a de que haja menor dispersão das linhas na rede viária, e que sejam definidos os principais eixos de ligação dos bairros ao Centro. "A rede racionalizada oferece linhas com intervalos menores e maior diversidade de destinos, aumentando a oferta e diminuindo o tempo de viagem", explicou.

Abrigos e rotas

Em relação aos abrigos em pontos de ônibus, Silvio informou que serão definidos novos modelos, e que a empresa concessionária do serviço irá apenas fazer a manutenção. "Antes, a empresa era obrigada a fazer isso", comenta Silvio. "Vamos implantar novos abrigos, além dos que já existem."

As rotas de integração também terão ajustes. "Algumas ações deverão ser implantadas, como deixar faixaslivres para os ônibus", adianta o diretor.

Marcos Cará, do Sindicato dos Rodoviários, questionou sobre o fim da obrigatoriedade de cobradores nos ônibus, agora prevista em lei, e se isso pode impactar no custo da tarifa. "Na verdade, a lei 6.902 fala que a empresa poderá optar pelo cobrador ou pelo sistema automatizado", comenta Silvio. "É óbvio que o empresário vai procurar o menor custo. A opção está lá, mas fica a critério da empresa."

O diretor acrescentou que "qualquer custo que se retira irá diminuir os gastos, e na nova tarifa de ônibus esta possibilidade está prevista, ou seja, se o empresário quiser considerar este custo, não haverá objeção".

Quanto à criação de novas linhas, ele respondeu que serão criadas conforme a demanda. "O transporte público tem de agregar o maior numero de pessoas naquele momento e cada situação deve ser analisada", salientou.

Um dos presentes destacou o problema dos atrasos como um dos principais. Silvio rebateu dizendo que isso ocorreu apenas no primeiro mês. "Atualmente, está dentro da tolerância, que é de dez minutos", justificou. "Vale lembrar que os acidentes e até vandalismo interferem, pois temos de preparar os veículos para a próxima viagem. Os atrasos continuam, mas em escala bem menor."

O diretor também ressaltou que câmeras de monitoramento nos veículos permitem que todas as ocorrências sejam vistas. "Inclusive o que se fala dentro do ônibus, contra ou a favor, fica gravado", completa.

(Adriana Brumer Lourencini)


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