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Plano prevê abrigos e ajustes de rotas

Em relação aos abrigos em pontos de ônibus, Silvio informou que serão definidos novos modelos, e que a empresa concessionária do serviço irá apenas fazer a manutenção desses locais. “Haverá um novo estilo de abrigo, instalado pela administração pública. Antes, a empresa era obrigada a fazer isso, mas agora será diferente. Vamos também implantar novos abrigos, além dos que já existem”, indicou.

As rotas de integração também terão ajustes, já que este quesito tem ainda a influência do trânsito da cidade. “Algumas ações deverão ser implantadas, como por exemplo, deixar faixas livres para os ônibus”, citou o diretor. “O pessoal do Trânsito irá ajudar nesse planejamento.”

Marcos Cará, do Sindicato dos Rodoviários, questionou sobre a não-obrigatoriedade de cobradores nos ônibus, e se isso pode impactar no custo da tarifa: “(...) a empresa atual economiza R$ 150 mil reais com o sistema automatizado”, afirmou. “A prefeitura não excluiu a obrigatoriedade desses profissionais; na verdade, a Lei 6.902 fala que a empresa poderá optar pelo cobrador ou pelo sistema automatizado”, justificou Silvio. “Em Campinas, por exemplo, não existem mais cobradores no transporte público. E é óbvio que o empresário vai procurar o menor custo; a opção está lá, mas fica a critério da empresa.”

O diretor do Transporte acrescentou que “qualquer custo que se retira irá diminuir os gastos, e na nova tarifa de ônibus esta possibilidade está prevista, ou seja, se o empresário quiser considerar este custo, não haverá objeção”, reforçou Silvio.

Quanto à criação de novas linhas, ele respondeu que serão criadas conforme a demanda. “O transporte público tem de agregar o maior numero de pessoas naquele momento e cada situação deve ser analisada. Um exemplo foi a linha 328, que começou com 34 viagens transportando 19 pessoas por dia; muitas vezes, o ônibus ia e voltava vazio”, salientou.

Um dos presentes destacou o problema dos atrasos como um dos principais. Silvio rebateu dizendo que isso ocorreu apenas no primeiro mês, quando teve tumulto e problemas “Atualmente está dentro da tolerância, que é de 10 minutos. Vale lembrar que os acidentes e até vandalismo interferem, pois temos de preparar os veículos para a próxima viagem. Os atrasos continuam, mas em escala bem menor”, garantiu.

O diretor também apontou que as câmeras de monitoramento nos veículos permitem que todas as ocorrências sejam vistas. “Inclusive o que se fala dentro do ônibus, contra ou a favor, fica gravado.”


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