Indaiatuba

Falta de linhas municipais gera diversas reclamações

Adaptação

A falta de linhas municipais de pontos mais distantes da cidade até o novo terminal rodoviário, no Jardim Belo Horizonte, é uma das principais reclamações dos passageiros ouvidos pela Tribuna. A nova rodoviária entrou em operação no dia 6 de maio.

"Moro perto da antiga Cobreq e tenho que tomar condução até a rodoviária antiga, e depois pegar o outro ônibus que vem pra cá", queixa-se Pedro de Oliveira. "Isso toma muito mais tempo. Minha esposa faz tratamento na Unicamp, e antes eu levantava às 5 da manhã; agora, preciso levantar às 4h para dar tempo."

"Trabalho perto do Paço Municipal e saí do serviço à 1 da tarde", conta Lucimar Lima. "Cheguei aqui agora há pouco, quase três horas. Só tem um ônibus que vem para cá, e tive de ficar esperando ele."

José Carlos Lemos da Silva gostou da novidade. "Acho que ficou bom, uma coisa mais moderna", elogia. "Muita gente reclama do tempo de espera, e por ter de se locomover. Mas aquela rodoviária (Avenida Presidente Vargas) já estava ultrapassada, precisava dessa mudança. Moro no Centro, e antes ia a pé para tomar o ônibus. Mesmo tendo de pegar o transporte para vir para o novo terminal, estou satisfeito. O único problema que vejo na questão dos ônibus são os horários, que nem sempre atendem ao que a gente precisa. Na minha rua passa ônibus, mas é de hora em hora; então, se tivesse mais linhas, ficaria melhor."

Ele acrescenta dizendo que fez o cálculo do tempo de percurso. "A distância de minha casa até aqui é muito curta, mas, por conta da baldeação o percurso leva cerca de uma hora. Para mim, isso não é empecilho, porque utilizo a linha a cada 15 dias; mas, para quem precisa do transporte todos os dias fica um pouco complicado levar tanto tempo dentro de um ônibus. A grande opção seria investir em transporte alternativo", conclui José Carlos.

Estacionamento

Dentro da infraestrutura, o novo terminal oferece estacionamento gratuito para 127 veículos, sendo três vagas para deficientes físicos, quatro para idosos e área reservada para motos. Ilze Silva é moradora do bairro Jardim do Vale, e afirma que o espaço atual está muito melhor. "Preciso vir todos os dias para trazer minha filha, que trabalha em Campinas, e na rodoviária antiga não tinha lugar para estacionar. A distância é exatamente a mesma, 8 minutos, e a gente fica bem mais tranquila", declara.

"Cheguei a ser multada duas vezes lá no Centro, justamente porque não tinha estacionamento", continua Ilze. "Além disso, aqui tem mais facilidade até para os ônibus, que entram direto pela estrada, evitando o transtorno de passarem pelas ruas do Centro e fazerem curvas em esquinas que não são apropriadas para eles. As pessoas têm a mentalidade meio tacanha, e não se dão conta de que a cidade cresceu."

Para Danilo Sousa, o espaço destinado aos pedestres que descem dos ônibus municipais deveria ser revisto. "Levo minha esposa todos os dias para lá, e paro na faixa onde ficam os táxis, um pouco mais à frente. Ali tem a faixa de pedestres para o pessoal que desce dos ônibus municipais. No horário da manhã, por exemplo, ficamos impossibilitados de sair rapidamente, porque o volume de pessoas atravessando ali é grande. Isso atrapalha, inclusive, outros motoristas que também precisam parar", argumenta. Ele também cita o trânsito na Rua dos Indaiás. "No horário das 17h50 até umas 18h10 a rua fica intransitável. É melhor buscar vias alternativas", completa Danilo.

Procurado pela Tribuna, o prefeito Nilson Gaspar (MDB) disse que muitos ajustes deverão ser feitos ao longo do tempo. "Toda mudança tem sua fase de adaptação", pondera. "Estamos tentando melhorar o trânsito, por isso fizemos uma rodoviária às margens da rodovia, para evitar a entrada desses ônibus na cidade. É impossível atendermos a um grupo de pessoas."


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