Indaiatuba

Indaiatuba libera nova cepa do 'Aedes do Bem'

Indaiatuba iniciou quarta-feira, no bairro Cecap, a liberação da nova geração de mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados. No mesmo dia, ovitrampas (armadilhas) foram depositadas em imóveis do Jardim Morada do Sol e do Parque Indaiá. A nova linhagem (identificada como OX5034) é uma evolução dos mosquitos já soltos em Piracicaba e Juiz de Fora (MG) para combate ao Aedes selvagem, que transmite doenças como dengue, zika e chikungunya.

Os "Aedes do Bem" são mosquitos machos que, portanto, não picam. Uma vez soltos em uma área infestada por mosquitos selvagens, eles buscam as fêmeas para neutralizar a oportunidade de reprodução destas.

A ação de implantação dos mosquitos, denominada Liberação Planejada no Meio Ambiente (LPMA), é feita por meio de acordo de cooperação entre a empresa britânica Oxitec e a Prefeitura de Indaiatuba. "Os mosquitos estão sendo liberados em locais estratégicos, escolhidos pela empresa", explica Natália Ferreira, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Oxitec.

"Indaiatuba abriu as portas para nós, via parceria, regulada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, órgão responsável por regulamentar organismos transgênicos no Brasil", prossegue Natália. "Neste momento, estamos realizando os testes da segunda geração dos mosquitos; e daqui a 18 meses vamos ter os resultados para apresentar, e obter a aprovação comercial para essa nova linhagem."

Os locais que receberam a cepa dos mosquitos transgênicos foram previamente determinados pela administração municipal, com base nos dados da Avaliação de Densidade Larvária (ADL), feita pelo Programa de Controle da Dengue da cidade. O teste indica quais pontos possuem maior incidência de larvas do mosquito.

Descuido

"A população tem colaborado com a limpeza dos quintais e remoção de criadouros", destaca Ulisses Bernardinetti, coordenador do programa municipal. "Porém, algumas pessoas não entendem que os ovos do mosquito permanecem no recipiente seco por mais de um ano. Portanto, só pensar no problema da água parada não resolverá o problema da dengue."

Em síntese, não basta eliminar a água parada. "Tem que jogar a água na terra e depois lavar o recipiente com detergente", orienta. porque a fêmea deposita os ovos na parede do recipiente, e não na água", alerta. "O Aedes se adaptou aos hábitos do ser humano, e estará presente nas áreas urbanas caso haja condições."


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