Indaiatuba

Colaboração dos moradores é essencial ao projeto

O primeiro dia da soltura contou com a presença de agentes da Vigilância Sanitária, vinculada à Secretaria de Saúde, assim como da secretária Graziela Garcia, e do prefeito, Nilson Gaspar (MDB). O CEO da Oxitec, Geri Fredsen, veio de Oxford, sede da empresa na Inglaterra, somente para acompanhar o início do projeto em Indaiatuba.

Antes da liberação dos insetos foi necessário monitorar as áreas, para medir a infestação do Aedes aegypti selvagem. "Fizemos questão do contato prévio com os moradores dos locais determinados, para, inclusive, prepara-los para a ação; esta etapa foi o que mais tomou tempo, pois, às vezes a pessoa pode não estar em casa. De qualquer modo, este é o primeiro passo para qualquer projeto da Oxitec", afirma Natália.

"A aceitação foi muito grande e posicionamos as armadilhas nas casas; tivemos também a oportunidade de ver como é feito o controle diário da água parada nesses imóveis e a limpeza do próprio bairro. Com a ajuda da população, fica bem mais fácil trabalhar", lembra a gerente.

Genes

As espécies de mosquito "do bem" se constituem em insetos machos, que não picam nem transmitem doenças. Ao serem liberados, eles copulam com fêmeas selvagens da espécie, e seus descendentes herdam um gene autolimitante, o que faz com que eles morram antes mesmo de atingir a idade adulta. Os filhos do mosquito da Oxitec também herdam um marcador fluorescente que permite que eles sejam identificados e monitorados.

A Oxitec já promoveu a experiência em outros municípios, como Piracicaba, em 2015, por meio da soltura dos transgênicos OX513A. A diferença entre as espécies modificadas está no fato de a mais nova possuir machos que sobrevivem naturalmente. "As fêmeas morrem durante o estágio de larva, ainda na fábrica, beneficiando o processo produtivo dos transgênicos. Assim, já em campo, os mosquitos machos irão nascer a partir da cruza com fêmeas selvagens, e a duração dos efeitos irá se expandir", completa Natália.


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