Indaiatuba

Mudança da rodoviária provoca transtornos

Dificuldades

A mudança dos ônibus intermunicipais para o novo terminal rodoviário de Indaiatuba, no Jardim Belo Horizonte, tem gerado reclamações por parte de diversos usuários. Segundo eles, a maior complicação é a falta de linhas municipais que atendam aos que necessitam se locomover até a rodoviária, que fica no final na Rua dos Indaiás.

"Nós, moradores da Zona Sul, estamos encontrando grandes dificuldades para conseguir tomar ônibus para Campinas", relata Sebastião Carvalho. "Eu, por exemplo, moro ao lado da Avenida Ário Barnabé e tenho que ir de circular até a rodoviária velha (no Centro) e depois tomar outro circular de volta para rodoviária nova, para então pegar o ônibus para Campinas. Só nesse trajeto já vai quase uma hora." Ele conta que o retorno é a mesma coisa. "Temos que ir de circular até o centro para depois retornar para a Morada do Sol. É simplesmente desumano", lamenta. "Pelo que estamos percebendo, ficou péssimo para todo mundo. Aliás, só ficou bom para quem vem de Salto e vai para Campinas, ou para uma minoria que mora nas proximidades do local."

O autônomo Danilo Sousa precisa levar e buscar a esposa da nova rodoviária todos os dias. Eles residem no Jardim Bom Princípio, e contam que não tem transporte municipal que vá até o terminal. "Este não é o maior problema; mas, o que percebi é que a cidade não estava preparada para receber a nova rodoviária, tendo em vista a péssima estrutura do trânsito na Rua dos Indaiás. Já tentei vários caminhos alternativos. Na ida, pela manhã, até que é tranquilo, porém, após as 18 horas está impraticável", afirma.

Danilo cita outro desdobramento referente à mudança. "A necessidade das pessoas em tomarem mais um ônibus para chegar à rodoviária gera um novo problema: custo maior para as empresas. Uma colega da minha esposa foi demitida após dizer que precisava de mais um vale-transporte. A empresa preferiu contratar outro funcionário, que resida mais próximo", observa.

Proposta

Ainda de acordo com Sebastião, outros passageiros enfrentam a mesma situação. "O ônibus que tomamos faz parada no Polo Shopping (Jardim Tropical) e, em seguida, ao invés de passar pelo novo terminal, segue até o antigo, e de lá somos obrigados a tomar outro circular para retornar praticamente ao mesmo lugar onde estávamos. Assim, vislumbramos uma possível solução, ao nosso ver, simples e eficiente. Se tiver uma linha (apenas um veículo) que faça a ligação direta entre o Polo e a rodoviária nova (com 'bate volta' de dez minutos) já resolveria o nosso problema, sem afetar nenhuma outra linha ou itinerário já existente", sugere.

Sebastião comenta que levou a ideia ao Departamento de Transporte municipal, e a resposta foi a de que a empresa atual (SOU) está em regime emergencial, e só depois da conclusão da licitação para a nova operadora de ônibus é que esta questão poderá ser resolvida. "Não sabemos quanto tempo isso pode levar", reclama. "Estamos convivendo com essa grande dificuldade de locomoção que no nosso entendimento já devia ter sido considerada quando foi feito o planejamento dessa mudança."

A Tribuna questionou a Prefeitura sobre a sugestão dos usuários que param no Jardim Tropical e sobre as reclamações dos usuários, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.


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