Indaiatuba

População de Indaiatuba com mais de 60 anos cresceu 46% em 7 anos

Estudo sobre o aumento da população idosa na Região Metropolitana de Campinas (RMC) apresentado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) na terça-feira (19) revela que o número de pessoas acima dos 60 anos aumentou 109% entre 2000 e 2017.

Em Indaiatuba, o aumento populacional de idosos nos últimos 17 anos saltou de 8,25% do total de habitantes, no ano 2000, para 12,69% da população de 2017. No último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a cidade tinha 201.619 habitantes - entre eles, 20.857 idosos, sendo 9.508 homens e 11.349 mulheres (10,5% do total).

O instituto também traçou uma estimativa populacional da cidade no ano passado, que era de 239.602 habitantes. Se relacionados à pesquisa da PUC, a população idosa de Indaiatuba, em 2017, correspondia a aproximadamente 30.405 pessoas (12,7% do total) - um aumento de 45,8% referentes aos 16.634 munícipes idosos no ano de 2010.

O levantamento foi liderado pelo professor de economia e relações internacionaisda PUC, Cristiano Monteiro da Silva, juntamente com quatro alunos. Eles tomaram por base os dados divulgados pela Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), com o objetivo de orientar diretrizes de políticas públicas e ações sociais no sentido de aumentar a qualidade de vida dos cidadãos deste grupo.

Indicadores

A pesquisa aponta significativo crescimento do número de idosos na RMC, de 2000 a 2017, passando de 199.963 para 417.911, o equivalente a 109% - percentual que motivou o estudo. A métrica leva em conta a razão entre o número de pessoas de 60 anos ou mais pelo total de adultos, entre 15 e 59 anos, considerando-se a base de 100 mil habitantes.

Além da projeção do crescimento da população idosa na RMC, o indicador aponta ainda os dados gerais de outras regiões metropolitanas do Estado; levantamentos sobre trabalho e renda; aspectos sociais e taxa de dependência de idosos na região.

Sobre a atuação de idosos em setores específicos, a pesquisa destaca que o segmento de serviços é o que mais emprega pessoas da terceira idade, com 60%; seguido pela indústria (20%); comércio (12%); construção civil (4%) e agropecuária (3%).

Já em relação à taxa de dependência de idosos em cidades da RMC, a tabela indica que também houve aumento do número de idosos que dependem da população total. Em observância ao indicador, para cada 100 habitantes de Indaiatuba, no ano 2000, havia 13 idosos dependentes; no ano passado, a taxa era de quase 20.

Para os pesquisadores, o envelhecimento populacional causa impactos diretos na dinâmica da sociedade como um todo, pois, envolve muitos fatores como aposentadoria e serviços de saúde, o que acaba gerando maior necessidade de recursos voltados a esses cidadãos.

Em seu contexto, a pesquisa assinala que o bem-estar do idoso vai além das características demográficas ou fatores econômicos, e engloba maior dimensão, que diz respeito ao papel dos familiares, acesso à saúde, cultura e lazer dos idosos, entre outros.

A conclusão da equipe é a de que haverá maior demanda por assistência social aos idosos na RMC, a fim de assegurar-lhes a qualidade de vida. No mercado de trabalho, o empreendedorismo por parte de pessoas de 60 anos ou mais consiste em um dos caminhos indicados para efeitos multiplicadores na economia da região. A partir daí, o maior desafio será o de provar que o envelhecimento pode ser valorizado por meio da experiência, e derrubar, definitivamente, o conceito de que esta fase representa doenças e problemas.


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