Aumento na tarifa causa impacto nas finanças do consumidor

Indaiatuba

Aumento na tarifa causa impacto nas finanças do consumidor

Autuações

No início do mês, a tarifa do pedágio na SP-75 subiu para R$ 12,65, o que causou indignação nos usuários da rodovia. Levando-se em conta o curto espaço de tempo do trajeto entre Indaiatuba e Campinas, por exemplo, o valor representa fatia significativa no orçamento de quem precisa passar pelo trecho todos os dias e não possui veículo com placas do município.

O professor de Economia da FGV, João Marcos Borges, comenta sobre as consequências desse aumento nas finanças. "O impacto pode ser direto, quando o usuário utiliza a rodovia com o seu veículo e paga diretamente a tarifa de pedágio reajustada em 2,85%, ou de forma indireta, quando o consumidor utiliza-se de produtos e serviços que terão seus custos aumentados por conta do aumento de custos do transporte", esclarece.

Entre os custos, João Marcos cita o preço da passagem de ônibus intermunicipal, que é afetado diretamente. "O aumento no preço final funciona como mecanismo de proteção para manutenção das margens de lucro, sendo assim, se há aumento de custos, em momento futuro haverá aumento de preços, e neste momento teremos impacto direto no bolso do usuário final", completa.

"Outro exemplo são produtos de consumo geral transportados pelas rodovias. Se a tarifa de pedágio aumenta, em algum momento este custo adicional será repassado ao frete, e por fim aos produtos transportados, mais uma vez para que se restabeleça o equilíbrio econômico nos preços e manutenção das margens de lucro de cada atividade", acrescenta o professor.

Equilíbrio

O especialista também lembra que, do ponto de vista do usuário (consumidor final), o aumento de tarifas se resume em aumento de gastos. Já sob a perspectiva da concessionária, é o momento de se restabelecer equilíbrio econômico dos preços, mantendo suas margens e viabilidade do empreendimento. "Em uma economia inflacionária como a brasileira, caso não haja reajustes de preços nas tarifas de pedágios e os custos da prestação dos serviços aumentem, corremos o risco de sucateamento do sistema por falta de recursos para investimentos e manutenção", alerta João Marcos.

Frente aos interesses contraditórios, o especialista aponta ser esta a oportunidade da agência reguladora do Estado (Artesp) intervir. "O objetivo é garantir o equilíbrio entre os agentes, evitar abusos de preços e assegurar tarifas atrativas para as concessionárias, lhes permitindo a continuidade na prestação dos serviços, além de rodovias seguras e modernas para que possamos nos deslocar com tranquilidade", comenta. (ABL)


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