Indaiatuba

Portadora da doença de Chagas é exemplo de força e superação

Dalvanice Andrade (Dalva), de 45 anos, é manicure. Veio para Indaiatuba há cerca de 20 anos, com o desejo de melhorar de vida e proporcionar estudos aos filhos. Porém, ela não imaginava os perrengues que ainda teria de enfrentar - aos 27 anos, ela descobriu que estava com a doença de Chagas; ali começava sua via-crúcis.

"Descobri que tinha Chagas quando fui doar sangue", relata Dalva. "Me lembro, quando tinha 10 anos, morava na roça, em Goiás, e fui picada pelo barbeiro muitas vezes. A gente morava em casa de pau-a-pique, e os insetos ficavam escondidos nas paredes." Ela revela ainda que, assim que soube da doença, chorou bastante. "Na hora tive um choque e chorei, nem tanto por descobrir que estava infectada, mas, por não poder doar sangue nem órgãos, porque eu queria muito, era meu sonho."

A doença de Chagas (ou Tripanossomíase americana) é uma infecção causada pelas fezes do protozoário Trypanosoma cruzi (popularmente conhecido como barbeiro). Apresenta uma fase aguda,que pode ser sintomática ou não, podendo evoluir para as formas crônicas caso não seja tratada precocemente com medicamento específico (*).

"Eu não tinha sintomas, porque a doença ficou só no sangue, sem atingir nenhum órgão. Apenas tinha sério problema de intestino, e ficava até 20 dias sem evacuar", destaca Dalva.

Superada a fase aguda, aproximadamente 60% dos infectados irão evoluir para uma forma indeterminada, sem nenhuma manifestação clínica da doença de Chagas e com exames complementares sem alterações. Os demais desenvolverão formas clínicas crônicas, divididas em três tipos, de acordo com as complicações apresentadas: cardíaca, digestiva ou mista, com complicações cardíacas e digestivas (*). "Em 2013, comecei a ter refluxos, mas não sabia se era por causa da doença. Daí fui pesquisar e descobri que existia tratamento na Unicamp, e logo corri atrás", lembra.


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