Indaiatuba

Tempo frio ajuda e vendas no Dia dos Pais crescem na RMC

Comércio

A temperatura mais fria motivou a expansão das vendas do Dia dos Pais na Região Metropolitana de Campinas (RMC), segundo levantamento da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic). De acordo com a entidade, a data apresentou aumento de 2,18% nas vendas, se comparados ao mesmo período em 2017. Já o faturamento totalizou R$ 271,4 milhões (2,5% a mais do que no ano passado, que fechou a data em R$ 265,7 mi).

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai), Antônio Aparecido Pereira, também comemora bons resultados em Indaiatuba, e salienta que a data vem se destacando, com números acima da média. "A cada ano a expectativa aumenta", avalia. "Além disso, a campanha Show de Prêmios da Aciai incrementa o movimento do comércio local."

Pereira afirmou que, no período, as lojas promoveram diversas promoções. "Os itens mais procurados para presentes aos pais são eletrônicos, vestuário, relógios, acessórios e joias", informa. "A comemoração também incluiu os restaurantes, mais movimentados no período."

O economista da Acic, Laerte Martins, acrescenta que o valor médio dos presentes chegou a R$ 112, uma expansão de 4,67% sobre o custo de 2017, que foi de R$ 107. "Entre os produtos mais vendidos registramos peças de vestuário, eletroeletrônicos e perfumaria", relata. "Os almoços nos restaurantes apresentaram uma boa demanda para agradar os pais em família. Analisando as vendas do Dia dos Pais este ano, observou-se que, pela primeira vez nos últimos cinco anos, ficou acima do Dia dos Namorados, perdendo apenas para o Dia das Mães."

As vendas do comércio varejista da região ficaram 4,79% acima das vendas de junho, aponta Martins. "Os resultados repuseram ao comércio, em julho, uma melhora nas vendas, que foram 4,79% superiores às de junho, que estavam ainda sob o efeito da crise dos transportes e dos combustíveis. Faltou pouco (-0,65%) para que a recuperação igualasse os númerosde vendas de julho de 2017", explica.

Inadimplência

A Acic destaca ainda que os consumidores compraram mais à vista (5,91%), e menos a prazo (3,77%), tendo em vista o efeito da crise. A participação do e-commerce ficou em 7% sobre as vendas físicas, ainda abaixo do normal, correspondendo a 22.535 consultas. "Diante dos números, apesar dos efeitos da crise estarem mais equacionados, a perspectiva para o segundo semestre deve apresentar algum crescimento para as vendas até o final do ano", observa o economista.

Ele acrescenta que o volume da expansão está condicionado aos efeitos dos resultados finais das eleições, em outubro.

Na RMC, a inadimplência também apresentou uma elevação de 1,98%, com 390.263 carnês/boletos vencidos e não pagos a mais de 30 dias, representando R$ 281 mi no endividamento dos consumidores.

"Continua a recomendação para que o comércio varejista deva se preparar para novos tempos difíceis da economia, bem como na área política, frente às eleições deste ano", comenta. "A expectativa de melhora consistente deve ser operacionalizada a partir de 2020, quando teremos as implantações dos planos do novo governo que deverá permanecer até o final de 2022."


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