Indaiatuba

Estudo mostra reação de mercado em vários setores na região

Em maio, o faturamento do comércio varejista na região de Campinas atingiu R$ 4,82 bilhões, o maior para o mês desde 2014, e alta de 7,9% em relação ao mesmo período de 2017. Esse foi o melhor desempenho entre as 16 regiões analisadas no Estado, onde a média ficou em 3,3%. No acumulado do ano, o crescimento foi de 10,4% e nos últimos 12 meses, houve elevação de 6,8% nas vendas. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com o SindiVarejista.

Das nove atividades pesquisadas, cinco tiveram alta nas vendas em relação a maio do ano passado, com destaque para os setores de eletrodomésticos, eletrônicos, lojas de departamentos (151%) e supermercados (6,8%). Somadas, essas atividades contribuíram com 7,2% para o desempenho geral. Em contrapartida, sofreram as maiores quedas do mês os segmentos: vestuário, tecidos e calçados (-4,5%) e de autopeças e acessórios (-8,5%), impactando negativamente em -0,7%.

Sanae Murayama Saito, presidente do SindiVarejista, diz que dois setores que cresceram foram diretamente impactados pela paralisação dos caminhoneiros: o de outras atividades (5,4%), em que predomina o comércio de combustíveis, e o de supermercados (6,8%). "O primeiro engloba a venda de combustíveis, cuja alta dos preços impulsionou o faturamento do grupo de outras atividades acima da média geral da inflação; já o de supermercados, por conta da alta nos preços decorrente do desabastecimento temporário, também registrou antecipação de consumo no fim do mês", argumenta.

A expectativa é que os resultados devam mostrar os impactos da paralisação e permitir uma melhor avaliação das tendências que devem prevalecer até o fim do ano. "Isso porque a greve gerou impactos diretos sobre preços de produtos essenciais em maio e junho, além de turbulências no mercado de câmbio e pressões sobre insumos básicos. Nesse cenário, as projeções continuam apontando para um crescimento anual ao redor de 5% em 2018", esclarece Saito.

Estudo

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela FecomercioSP e o SindiVarejista, com base em informações da Secretaria da Fazenda paulista.

Além de Indaiatuba, a pesquisa incluiu os municípios: Águas de São Pedro, Americana, Araras, Artur Nogueira, Campinas, Capivari, Charqueada, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Iracemápolis, Leme, Limeira, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Piracicaba, Rafard, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara d'Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Maria da Serra, São Pedro, Sumaré, Valinhos.


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