Indaiatuba

Pequenas e médias empresas investem mais de R$ 22 mi

Economia

Dados recentes do balanço da Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP) informam que, no primeiro semestre de 2018, pequenas e médias empresas (PMEs) de Indaiatuba investiram mais de R$ 22 milhões. O mesmo estudo mostra que os desembolsos em financiamentos para pequenas e médias empresas registraram alta de 445% na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Conforme o gráfico da Desenvolve SP, o Município obteve grande destaque no semestre, sendo responsável por 74% do total desembolsado na região. Na divisão setorial, o principal tomador foi o comércio, com 95% do montante financiado no primeiro semestre, enquanto serviços e indústria demandaram 3% e 2% dos recursos desembolsados, respectivamente. No acumulado geral, desde 2009, a Desenvolve SP já financiou R$ 59,6 milhões para investimentos de pequenos e médios negócios na cidade.

O levantamento estadual mostra crescimento de 21%, tendo em vista que este ano foi registrado o valor de R$ 203,8 milhões, contra R$ 165,5 milhões no primeiro semestre do ano passado. O segmento que mais obteve recursos foi o do comércio, com investimentos que somam R$ 22,6 milhões.

A indústria também apresentou alta de 1.047%, totalizando R$ 4 milhões em financiamentos este ano. Já o setor de serviços, que injetou R$ 3,1 milhões na economia local entre janeiro e junho, apresentou uma ligeira queda de 3% no comparativo entre semestres.

"O aumento dos investimentos do comércio é um indicador muito importante na economia, pois mostra que as empresas estão mais confiantes na retomada do consumo, o que por sua vez aquece a atividade da indústria", argumenta Alvaro Sedlacek, presidente da Desenvolve SP. Ele também diz que a economia paulista opera em ritmo mais acelerado que a nacional, evidenciando a força financeira do Estado.

Giro da economia

Os números divulgados pela agência revelam ainda que a maior parte dos empréstimos (79%) foi destinada a financiamentos de operações de longo prazo como projetos de inovação, ampliação e modernização - todos considerados relevantes para o aumento da produção e crescimento das empresas. Outros 21% referem-se a capital de giro, que custeia a reposição de estoques, aquisição de insumos, matérias primas e outras necessidades cotidianas.

"Quando combinados, esses investimentos fazem a economia girar", afirma Sedlacek. "Assim, temos mais geração de empregos e de renda na região."

Em relação ao porte das empresas atendidas, só os pequenos e médios negócios respondem pelas demandas de aproximadamente R$ 3,5 milhões (12%) e R$ 26 milhões (88%) respectivamente, dos recursos desembolsados nos primeiros seis meses do ano.

As empresas estão localizadas nas cidades de Indaiatuba, Americana, Campinas, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'Oeste e Valinhos.


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