Indaiatuba será referência na América Latina em testes de HPV

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Indaiatuba será referência na América Latina em testes de HPV

SAÚDE

O Programa Indaiatubano de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero com teste de HPV completará um ano em outubro. Uma equipe da Roche Diagnóstica veio até o município, no dia 30 de agosto, para uma reunião na Secretaria de Saúde, a fim de acompanhar as ações e programação dos próximos passos.

O programa é uma parceria entre o poder público municipal, a Roche e a Universidade de Campinas (Unicamp). Durante o encontro foi informado que Indaiatuba será referência na América Latina com o sistema de software disponibilizado e implantado pela Roche em todas as unidades de saúde. O sistema mapeia o atendimento por meio de algoritmos personalizados, e será levado para outros países latinoamericanos, onde o município será apresentado como um case de sucesso. 

O estudo de detecção do DNA do vírus HPV (papilomavírus humano) será aplicado pelos próximos quatro anos na cidade, coordenado pelos médicos ginecologistas e pesquisadores da Unicamp, Dr. Luiz Carlos Zeferino e Dr. Júlio César Teixeira. A Roche disponibilizou equipamentos automatizados, insumos e recursos para aprimorar o sistema de rastreamento e possibilitar a avaliação da viabilidade econômica da implementação deste tipo de rastreio no Sistema Único de Saúde (SUS).

Coletas

O Programa Indaiatubano de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero com teste de HPV atende mulheres entre 25 e 64, assistidas pelo SUS. A coleta do material para a realização do exame é feita pelo médico ginecologista ou enfermeiro em consultório (o mesmo procedimento de coleta para o Papanicolau). Caso o resultado seja negativo, a mulher somente precisará fazer um novo exame após cinco anos.

De acordo com a gerente de assuntos científicos, Marisa Dinnocenzo, a expectativa era atender 6 mil mulheres em um ano; porém, a previsão é ultrapassar essa meta e chegar até 8,5 mil em dezembro. 

O levantamento de dados aponta resultados de 85% a 87% negativos para HPV. Entre 10% a 12% são casos de alto risco, e de 5% a 6% positivos, e estes são encaminhados para colposcopia (técnica diagnóstica médica para avaliar o colo do útero, e os tecidos da vagina e vulva por via de um instrumento que amplia e ilumina estas estruturas). Caso haja lesões aparentes, a paciente passa por biópsia. Em cinco anos de projeto, a previsão é alcançar 100% do público alvo, que corresponde a 31 mil mulheres.

“Nós temos a condição de identificar as mulheres que ainda não fizeram esse exame e esse é o nosso próximo passo. Afirmo que é de extrema importância que todas as mulheres dentro da faixa etária indicada procurem uma Unidade de Saúde para fazer o exame, pois só ele pode identificar o HPV antes mesmo de aparecer alguma lesão, isso sim é prevenção. Somos a unidade cidade do mundo que realiza esse exame com um software que integra todas as unidades de saúde e unidades especializadas. Temos muito orgulho de participar desse projeto e queremos abranger todo público alvo”, destaca Graziela Drigo Bussolan Garcia, secretária de Saúde.


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