Indaiatuba

Pacientes de outras cidades sobrecarregam rede de saúde

A Secretaria de Saúde de Indaiatuba estima que 30% dos atendimentos feitos hoje no município são para pessoas residentes em outras cidades e países. Não há dados fechados, já que esses pacientes conseguem pegar comprovantes de endereços com parentes e amigos. O excesso de gente vindo de fora da cidade causa aumento em filas de espera para consultas e procedimentos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Graziela Garcia, são atendimentos muitas vezes de emergência, já que Indaiatuba é uma das quatro cidades da região a ter UTI neonatal. As outras são Hortolândia, Sumaré e Campinas, sendo que esta última é a referência paras cidades da RMC. "De janeiro a agosto deste ano atendemos 92 gestantes de risco de fora e não recebemos nada por isso", diz a secretária, acrescentando que a verba do Sistema Único de Saúde (SUS) é relativa ao percentual de habitantes na cidade.

Indaiatuba realiza 6.082.993 consultas, procedimentos e exames por ano, incluindo aí o atendimento odontológico. Desse total a distribuição anual é a seguinte: 375.214 consultas, 1.296.000 exames laboratoriais, 33.256.592 medicamentos distribuídos, 83 mil exames de raio-X, 1.870.665 procedimentos de enfermagem, 73.690 atendimentos fisioterápicos e 248.530 consultas e procedimentos odontológicos. Para atender a essa grande demanda a Secretaria de Saúde possui 1.400 funcionários.

Verbas

A verba federal repassada via SUS ao município é de R$ 28.848.469. Da área estadual Indaiatuba recebe R$ 464.350. Em recursos próprios o município destina R$ 87.367.675 por ano. O percentual de recursos municipais aplicados na saúde de janeiro a agosto foi de 20,10%. Em termos gerais, a maior parte do que é gasto em saúde vem da própria administração municipal.

O problema de 30% de pacientes buscando serviço em Indaiatuba pode crescer. "A qualidade do atendimento médico em Indaiatuba atraia muita gente de fora", avalia a secretária. Como é fácil conseguir um atestado de residência a solução, segundo Graziela, poderia ser a exigência de título eleitoral como forma de comprovação de moradia. Assim, dá para saber quem é de Indaiatuba ou quem é de fora. "Mas isso só deve ser feito com a aprovação da população, através do Conselho Municipal da Saúde".

Os pacientes de fora vêm de cidades vizinhas e até mesmo de outros Estados, como Paraná, Bahia e Minas Gerais. Os bolivianos formam a maioria dos imigrantes atendidos pelo sistema de saúde municipal.


Fonte:


Notícias relevantes: