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Coluna – O fantasma de Renato Gaúcho assombra treinadores

Rodrigo Rodrigues
Coluna – O fantasma de Renato Gaúcho assombra treinadores
Crédito: Rodrigo Rodrigues

O regulamento do Campeonato Brasileiro foi divulgado e, ao contrário de anos anteriores, uma cláusula vai dificultar, ou ao menos tentar, o rodízio de técnicos no comando das equipes. A partir de 2021, cada clube só pode demitir um treinador, e cada treinador só poderá pedir demissão uma vez. É sabido que já estudam formas de burlar essa regra, mas vamos deixar isso de lado. No mundo ideal, o regulamento será cumprido.

Para isso, os principais times do país vão tentar entrar no Brasileirão, a partir dos dias 28 e 29 de maio, com técnicos que devem seguir até o fim da disputa, em dezembro. O que significa dizer que a margem de erro deverá ser próxima de zero, e que se há alguma dúvida quanto ao futuro do trabalho do treinador, ela deverá ser resolvida agora, na reta final dos Estaduais, quem sabe, nas primeiras rodadas das Copas Libertadores e Sul-Americana.

No momento atual, o Grêmio está sem técnico, com a saída de Renato Gaúcho. E dos candidatos a títulos, e com sonhos maiores, Corinthians e Flamengo são os que sofrem pressão de torcedores para que os atuais comandantes sejam substituídos – no caso, Vagner Mancini e Rogério Ceni, respectivamente. E tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, o nome de Renato já foi devidamente soprado.

Mas que os demais técnicos não se sintam resguardados. Cuca, no Atlético Mineiro, não está livre de pressões, após tanto investimento feito. O português Abel Ferreira, no Palmeiras, perdeu dois títulos recentemente, mas com a vitória na Libertadores ainda está com saldo positivo. São Paulo e Internacional, com técnicos estrangeiros também, em princípio não cogitam mudanças. O Fluminense seria uma outra possibilidade, mas a questão passaria a ser financeira. Será que o Tricolor carioca teria cacife para bancar o salário de um técnico em alta no mercado nacional?

O fato é que Renato Gaúcho certamente será o primeiro nome cogitado, quando abrir uma vaga de técnico nos principais clubes do país. E por merecimento. Os títulos conquistados e os jogadores formados alavancaram não só a história, como as finanças do Grêmio. Um retorno mais do que positivo. Que comprova que basta ter paciência e confiança no profissional contratado para que o resultado apareça.

O regulamento do Brasileirão pretende valorizar esse aspecto, mas o que está escrito nem sempre é fácil de ser cumprido. Menos ainda quando surgem as pressões, se não das arquibancadas, agora pelas redes sociais.

Vamos aguardar e ver quem vai resistir aos próximos 30 dias no cargo de treinador.

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil


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